sábado, 27 de junho de 2026

Não me lembro pra quem era essa carta

 Não há dentro de mim espaço para escrever sobre você. Toda minha sensibilidade e inspiração foram roubadas pela decepção que não me matou. Eu não tenho tempo nem pra imaginar. Sinceramente, a minha garganta ainda tem um nó. Hoje em dia não consigo te considerar nada além de alguém aleatório e passageiro. Me desculpe a honestidade, eu sempre fui assim. Eu sei que você já sabe o que eu penso, ou pelo menos acredita saber. E também não é que eu não goste de você, por que gosto. Te quero ver, beijar e estar. Faz sentido estar do teu lado agora, ainda mais porque abertamente você sabe que eu não vou ficar. Sou passageira na tua vida porque escolhi ser motorista da minha. Além disso, te quero livre. Feliz, ou pelo menos satisfeito. Não sou discreta porque carinho está no meu DNA, onde eu te ver eu vou te beijar. Se eu puder, com você eu vou estar. Mas vou estar hoje, agora. Te empresto meu corpo, minha cama e meu travesseiro. Canto com você, bebo com você, viajo com você nos assuntos mais loucos e sensatos que não falamos com todo mundo. Te cheiro. Te beijo. Te ensino a dançar.  E dançamos. Ficamos nessa dança até alguém se cansar ou trocar de par. Eu gosto de estar com você e hoje é o que me interessa pensar. Até porque, tem muitas outras pequenas coisas que não precisamos nos importar. O que é então que a gente tem? Tem amizade meu bem, amizade mais colorida que um dia de carnaval. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário